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Por que teatro na escola?

Música, ação, vozes, gritos, emoção, cenários, figurinos, luz, espaços transformados, silêncio... as expressões até há pouco sérias e tensas vão se modificando... de repente, a mágica se produz.

O teatro - religioso ou lúdico - é uma das expressões mais antigas, belas e vigorosas da cultura humana onde a fantasia faz existir aquilo que não existia ainda.

No Colégio Edna Roriz , a viagem por essa arte milenar começou em 1998, ano de nascimento do colégio, com as turmas de segundo ano - do Ensino Médio - e, no ano seguinte, essa experiência virou “Grupo de Teatro do Colégio Edna Roriz” aberta a todos os interessados de quinta série ao terceiro ano.

Hoje, o grupo é formado por alunos de faixas etárias variadas que vivenciam experiências teatrais que despertam neles o potencial criativo, sensibilidade e desenvolvem o espírito crítico.

Os roteiros são escritos conforme a necessidade do grupo em estar tratando determinados temas, discute-se também a melhor forma de apresentá-los ao público e, assim, o espetáculo vai surgindo.

Os figurinos, cenários, adereços, maquiagens são criados no decorrer do processo, à medida que as personagens são construídas, pois os integrantes participam ativamente de todas as etapas pelas quais os trabalhos passam.

Os ensaios ocorrem às terças-feiras, à tarde e , neles, o esforço é voltado à parte sensorial dos alunos envolvidos, levando-os a descobrirem o próprio corpo, o dos colegas, perceberem o ambiente que os cercam. É através das atividades dramáticas que os alunos desenvolvem a capacidade de expressão: espontaneidade, imaginação, relacionamento social, observação e percepção. Como o teatro é a fusão de todas as artes, reúne em si, num só experimento, os melhores recursos para auxiliar o crescimento dos alunos, não só afetivo e psicomotor, como também cognitivo, pois lhes oferece oportunidade de atuar como sujeito no mundo, opinando, criticando e sugerindo.

No teatro não há espaço para a apatia e ele ajuda os alunos a serem mais responsáveis e criativos, pois exige deles dedicação e a obstinação de mergulhar em profundidade em um texto e dar vida a ele, no teatro, a palavra não é algo separado do corpo. Como disse Fernanda Montenegro: "É preciso trazer para si, carnificar, os sinais que estão no texto. E este processo não é apenas uma coisa racional e discursiva. É preciso descobrir a si mesmo e ao outro."

A força do teatro está na sua apresentação em forma de brincadeira gostosa para os alunos, por isso, ele tem importância fundamental na Educação, uma vez que exige envolvimento total da pessoa que participa, pois ela é a matéria-prima trabalhada aí.

Por que TEATRO na escola?

Porque ele "abre mil horizontes, desinibe, alegra, explica o mundo, ajuda a aprender qualquer coisa.´É o poder do teatro."

Cronograma dos trabalhos realizados pelo grupo:

1998 e 1999 - SHOW BREGA - Show de humor, dança etc. Roteiro e direção de Antônio Paulo Ferreira Lobo - cenários e figurinos de Denise Paixão.

2000 - A BRUXINHA QUE ERA BOA - de Maria Clara Machado. Direção: Antônio Paulo Ferreira Lobo - cenários e figurinos: Denise Paixão.

- DESCE DAÍ, PESTE! de Fernando Limoeiro. Direção: Antônio Paulo Ferreira Lobo - cenários: Marcelino Peixoto - figurinos: Denise Paixão.

- OU ISTO OU AQUILO - adaptação do livro de Cecília Meireles feita por Antônio Paulo Ferreira Lobo. Direção e figurinos: Denise Paixão - cenários: Marcelino Peixoto.

2001 - E POR FALAR EM AMOR - Roteiro e direção: Antônio Paulo Ferreira Lobo - cenários e figurinos: Denise Paixão.

REVENDO O BRASIL - texto e direção: Antônio Paulo Ferreira Lobo - figurinos: Denise Paixão.

2002 - O DIA DE ANA - de Vladimir Capela - direção: Antônio Paulo Ferreira Lobo - cenários e figurinos: Denise Paixão.

2003 - O FANTÁSTICO MISTÉRIO DE FEIURINHA - de Pedro Bandeira - direção: Antônio Paulo Ferreira Lobo - cenários e figurinos: Denise Paixão

2004 - FRAGMENTOS DE AMOR - roteiro e direção: Antônio Paulo Ferreira Lobo - cenários e figurinos: Denise Paixão.

- CONFISSÕES DE ADOLESCENTES - roteiro e direção: Antônio Paulo Ferreira Lobo - cenários e figurinos: Denise Paixão.

- O FANTÁSTICO MISTÉRIO DE FEIURINHA - de Pedro Bandeira - direção: Antônio Paulo Ferreira Lobo - cenários e figurinos: criação coletiva.

- O DIA DE ALAN - de Vladimir Capela - direção: Antônio Paulo Ferreira Lobo - cenários e figurinos: Kátia Archanjo e Antônio Paulo Ferreira Lobo.


Peça: Confissões de Adolescente
Fotógrafo: Cleber Piuzana

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